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grito de independência

hoje a independência foi minha meu grito de agonia foi aplacado meu céu coroado hoje sou muitas minha mãe minha tia minha prima minha luta hoje eu grito chega de covardia chega de sexismo chega de porrada chega de ironia hoje a independência é minha. (minha simples homenagem a todas as mulheres vítimas de violência)

Os pe(s)cadores

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(Movimento 2 de Julho-Que ladeira é essa?- foto Paterson Franco) Quem desce a ladeira? É Lázaro, é Café Combalidos, quase sem fé. Quem desce a ladeira? É Lázaro foi que artista plástico É Café que foi soldado raso. Que ladeira é essa? Essa é a ladeira da preguiça.

Clamor

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É necessário que chova a terra arde sem permeio lançam áridas mãos aos céus apelos. Clama o sentimento: que a chuva deflagre o caos que as águas enxerguem o chão. que as cicatrizes sejam enlevos da alma que os sentimentos superem o erro que os amores não morram em vão. que a correnteza seja favorável que a chuva seja fecunda, que a terra absorva o perdão. Lu Ribeiro Minha pequena homenagem aos trabalhadores rurais e as famílias que vivem no semiárido brasileiro. "Eu gosto da roça, era minha alegria', lamenta agricultor afetado pela seca" "Na regão de Irecê, no semi-árido, 30% da produção de mamona foi perdida. Trabalhadores precisam tentar a sorte em plantações de outros estados." (Fonte: G1.globo.com)

Gato Preto

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  Beco-Boipeba- jan-2010-by Luauribeiro De olho  no beco O gato preto Vela a paz do gueto. O preto gato espreita O rato brincando no bueiro. O passo largo, O medo, O preto camuflado, O cheiro de medo. O Tiro O grito O desespero. Mais um corpo estendido no beco, estreito, preto. Negro gato espreita Outro rato muito mais rápido. Espreita, espera a outra viela, assim nunca termina o cerco.       LU RIBEIRO

As bordadeiras

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Bordadeiras de Alagoa Nova/PB  Entre linho Cânhamo, sisal e juta. A tecelã vive de sua labuta. Mãos hábeis tecem verdadeiras lisuras. Entre linhas, Novelos, fios de seda. Desenhos lindos frutos da peleja da agulha com a linha  ferindo a seda. É necessária a fissura  pontua alinha no tecido fino da seda crua. Labor silencioso Paciente e caridoso. Na trama da biografia resultante da harmonia: mão atrevida perfurando a vida transformando dor em sobrevida. Lu Ribeiro