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Esquecida

Perdida num labirinto de palavras buscou em vão encontrar a primeira a que foi sussurrada pelo vento a que foi escondida pela memória.

Morte e Vida da palavra

Matar o poema, matar a palavra  é encarcerá-la num gaveta, numa página. É perde-la na fonte da memória que a consciência apaga.  Morrer e viver é uma constante dentro do ventre chamado paixão. Que surge pelo desejo de ler, compartilhar, amar Por mais célebre que seja o texto,  ele perece no instante que termina de ser lido,  e renasce acada momento que relido, declamado ousadamente estampado é como ideia na bolsa de uma menina como tatuagem exposta na pele fina como miragem que explode  na leitura do corpo.

Nem te conto

Nem te conto, tentei escrever o dia inteiro. Nada ficou direito: a frase parou no meio o parágrafo ficou imperfeito outro dia eu conto.

MESOCLAVE

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A raiva passou.  Cessou como uma tempestade de verão. A face sublimou.  Transfigurou-se em outras que passeiam em vão. A voz sussurrou.  Abalou-me os alicerceis do coração. 

A turma

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(Pedro Nava, Alphonsus Guimarães Filho, Carlos Drummond e Cyro dos Anjos)  Uma leitura; Drummond é o mais despojado dos quatro Ele e Pedro Nava são os mais afamados Outra leitura; São quatro tiro os famosos sobram dois incógnitos.

Nublada

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Sem sol sob nunvens saturadas as almas - Claras virtudes? - Não! Mentiras disfarçadas! (Boipeba/BA- arquivo pessoal)

Tentativa

Ladeado de sombras vivem os meus supostos poemas. Por vezes, me causam assombro outras tantas dão muita pena. Não sei mensurar esse abandono, uma busca interna na indiferença, uma luz difusa por entre as janelas, flashes de sonhos construídos a duras penas. E assim, permito ocultar-me, espio, mas não abre a porta da sentinela. Numa enxurrada de letras, frases sem efeito, pontuação sem contexto, sepultam no meu peito meus supostos poemas.

A versão ou mama

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Alimento-me de sua impaciência, não dá para ser complacente permito-me ser consciênte. Afinal, não há nada tão indecênte quanto o sorriso fosco que se insinua a cada canteiro que atravessa o meu passeio quando inadivertidamente encontro um pedinte  honeroso, suposto honroso prometer-me os louros que um votinho traz. Aliás, cada rostinho fake esconde um mostrinho  que deseja mamar no cofrinho do dinheiro do povinho.

descendo do salto

Hoje decidamente cortei os pulsos de quem me aprisionava a violência camuflada nas palavras. Hoje decidida roubei os sabores dos beijos que não dei os abraços sinceros que não senti. Hoje, só hoje pulei o muro da moral chutei o medo. Hoje, xinguei,  explusei a tapas  a minha covardia.

Dia bom bom

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Bolo Beijos Balas Brigadeiros Beijinhos Sonhos de um dia feliz.

Encontro

Cada parte de mim entra em conflito  A cabeça gira Os braços se agitam As pernas não seguem em frente Os olhos sorriem. Basta encontrar com você.

Vetos

Televisão que não mostra nada Canção que não diz nada Pessoa que não vale nada Nada de espanto Nada de ficar calada Nada além de uma triste constatação

o tempo e eu

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O tempo e eu temos uma implicância contínua. Quando eu desejo que passe logo, Ele lentamente desfila. E outras vezes, eu suplico que pare Ele escapa como ventania. Esse menino, velho peralta, insiste em me amortecer a cada i nstante que se inicia.

Resoluções

Escrevi sem medo, Letras vagas, acanhadas, Projetei no papel Todos os desejos. Alguns sonhos de menina Lista vazia de segredos. Mochila cheia de vontade Pés livres do degredo.

De Virada

Mudei o jogo, chega de mau agouro quero  me perder. Seu lance ilegal foge a regra é algo quase banal, cansei de acreditar em você. Na minha opinião Nosso caso não tem prorrogação Cartão vermelho pra você.

Toque de Maldade

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Esse toque de maldade é pura lealdade aos interesses meus. Malévola por natureza tenho a certeza de todos os pecados meus. Não busco fraternidade prefiro a tranquilidade do que os perdões teus. Falo o que tenho vontade não admito a falsidade antes um choro teu do que meu. Finalizo essa prosa honesta Para quem me detesta Só me resta é rir,  porque o problema não é meu.

olhos de mareio

Quando recuperei o equilíbrio percebi que estava totalmente tomado mente sugada coração naufragado olhos nus meu chão roubado.

Quer ser feliz comigo?

Neste espaço teço um monólogo contigo, nele exerço o direito da fala livre e justifico o meu jeito de ser imprudente, inconsequente e louca. Sem perceber, você me fez acreditar que é possível ser feliz. Ficar contigo é o paraíso. Ter você é um bálsamo amar é o sétimo céu. Por favor, não brinque comigo. Você entrou em meu território sagrado. Nessas terras tão açoitadas pelos intempéries do amor. Esse seu silêncio consente o meu discurso. Sem medo proponho: Quer ser feliz comigo??

Bodas de Porcelana

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O vento fraco sussurrou em meu ouvido “ele voltou” imediatamente a minha pele sentiu um forte arrepio o coração acelerou a cabeça girou os olhos sorriram a boca foi silenciada com um beijo intenso de saudade. nossos corpos bailaram entramos no vórtice estamos em 1993.

Amor de maré

Amor de maresia muda quando a maré vira Vai aonde o vento me leva Outra paixão me guia