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Quase uma fábula (ou Fábula do Leitão e essa Fadinha)

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O leitão morreu. A culpa é dessa fadinha Ela rebolou gostoso e o coitado só deu uma “gemidinha”. Feliz dia do Orgasmo!

Menina má. com

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   Ellen Page protagonista do filme "Menina Má.com Pisei no teu coração   limpei os pés com o vento Passeei por cada curva de teu corpo Não tive pena Usei te por inteiro

Nota Avulsa

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Cuidado! Quando abrires a mala Escondi alguns vestígios da noite passada Os sussurros ao pé do ouvido o gemido intenso, inaudível. O meu cheio de flor colhida no ato. Escondi um pouco de mim. Cuidado!   Não se apaixones por mim.

NOTA INTERMITENTE

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NOTA INTERMITENTE Nem vinho e nem vela Quero  o seu corpo incansavelmente Beijar cada parte sem pressa Falo explícito Sexo ardente.

Ao devotado amigo

Devotado amigo,  hoje não quero mais viver. Prefiro a companhia dos decrépitos vermes aos "bons amigos" que eu possa ter. Da vida nada usufrui. Tudo o que adquiri coube numa valise de mão. Filhos, eu acho que não os tive, não suporto choro de criança, aliás, confesso preferia ter nascido adulto, que fase desgastante  é essa da infância e juventude. Sobre o amor, prefiro adiar esse assunto, porque acho que eu nunca fui capaz de descobrir o que é um amor no "duro". Lembro-me vagamente de Constância, loura, bilíngue, organizada e acima de tudo boa de cama. Pois bem, meu amigo, eu não sei se devo ser tão  sincero, além disso, desfrutaste comigo  alguns momentos, que por assim dizer,  for am os mais belos   Vivíamos regados à c erveja outras vezes vinho. Farras intermináveis, madrugada a fora. Lembra-se do Pedro Ernesto, o musico deprimido? Pois é, enforcou-se com as cordas da viola. Dizem que foi por causa do seu amor secreto por Rodrigo, outros af...

Guarda Rua

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A fotógrafa  Patricia Almeida  registrou essa bela instalação artística nas ruas de Portugal Essa rua fosse minha Não deixava a dor passar Com guarda-chuvas coloridos Eu mandava adornar Se essa rua fosse toda minha Eu brincaria sem parar Chamaria todas as famílias Para que nela fossem passear Essa rua é minha Com amigos  vou compartilhar Não afasto os excluídos para eles a rua eu quis adornar. A minha rua é colorida para o menino abandonado sonhar Pois a vida é muito dura Na minha rua eu o quero abrigar.

Vidas perdidas

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O Belvedere da estrada do Contorno (da Rio-Petrópolis), foto reproduzida por Rouen Julia acreditou na promessa. Em breve voltaria aquele lugar. Arrumou os cabelos no alto da cabeça, prendeu-os com a presilha espanhola. Sua face resplandecia, era chegada a hora. Calçou as luvas, pegou a mala e partiu deixando para trás o aroma de jasmim. Leopoldo aguardava sua patroa, percebeu que nem o pó de arroz conseguia disfarçar as profundas olheiras, o vestido parecia engolê-la, as luvas estavam amareladas, os cabelos mostravam na fronte os fios de marfim. Pegou as velhas malas e depositou cuidadosamente no fundo do automóvel. O carro ganhava velocidade pelo caminho arborizado, serpenteava a colina. A cada curva  aumentava o enjoo. Aquelas náuseas matutinas que a assombrara por longas manhas parecia retornava à medida que o veículo vencia a estrada. Tinha certeza que tudo daria certo, afinal não completara 40 anos, sabia que tinha muito por  viver. Plínio certamente acredit...