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Novo Rumo

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  Tatiana custou a se levantar, não dormira direito. Seus pensamentos foram impiedosos carrascos, lutou com todas as suas forças, mas eles ficaram cada vez mais perversos.  Não sabia como retornar a vida de solteira, agora não tinha mais o fulgor dos vinte cinco anos, entrara na casa dos trinta e nove, daqui a alguns meses já terá entrado na casa dos "enta". Sentia-se velha, mesmo que o espelho mostrasse o contrário. Lamentou-se por não ter tomado essa decisão antes. Hoje, além do peso da idade, tinha duas crianças para cuidar. Os meninos eram vivazes, percebiam o clima ruim entre os pais. O mais velho, Guilherme, todas as vezes que a encontrava enxugando as lágrimas dizia "Vou te dar um beijinho e tudo vai passar.". Taty se consolava com a ingênua demonstração de apoio e se recompunha, e mentalmente repetia o mantra "preciso ser forte".     Hoje o dia amanhecera chuvoso, mas sentia as preocupações da noite anterior estavam impressas em suas olheiras, ...

Corina

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Enquanto ouvia Corina sua voz secular aparência de menina

Um "Q"

"Q"... ficou um longo tempo esquecido na página, não se definia. Poderia ser um "Q" de querido, mas a palavra saía sofrida tentei um "Q" de qualquer, soou indefinido Esse "Q" suspenso na página não fazia sentido. "Q" me perturbava  eu queria acabar com aquilo De tanto escrever e apagar horas e horas a fio. Resolvi deixar o "Q" pra lá Assim quem o lê-se saiba defini-lo.

O passeio

   Lembro-me com alguma clareza a primeira vez que fui a uma cachoeira. Na época minha tia ainda era noiva e a maioria dos meus tios estavam solteiros. Não tenho em mente o endereço do lugar, era um sítio que ficava lá para as bandas de Barra de Guaratiba.   Nós éramos onze pessoas numa "kombi azul geladeira"*, de bancos de corino surrado e com o volante grande cheio de folga. Quando automóvel quando fazia a curva joga todos de um lado para o outro, a sorte é que ficamos bem juntinhos. Minha tia ia na frente com o noivo e meu irmão. Detalhe, naquela época criança podia sentar na frente, cinto de segurança eram meros enfeites, o essencial era ter rádio e os modelos modernos vinham com entrada para fita K-7.    Meus tios Nivan, Reinaldo e Deval eram encarregados pelos refrigerantes e as cervejas, enquanto isso,  minha avó e minha tia responsáveis pela comida, bolos, empanadas, biscoitos. Levamos mais de uma hora para chegar, enquanto isso...

Amor de Menina

Tati cobriu os olhos com as mãos e iniciou a contagem. As crianças que estavam ao seu redor, se dispersaram. Cada um escolheu o seu esconderijo. Depois de algum tempo a menina gritou "Tô indo, viu!". Ela abriu os olhos e correu para encontra-los. Sabia que suas primas Lulu e Lala estariam de baixo da mesa da cozinha e que o irmão, Diguinho, estava atrás da porta da sala, porém, os ignorou. Pois, seu coração de menina já batia estranhamente acelerado para o vizinho, Dudu.

Bom dia, amor.

O amanhecer na expectativa de encontra-lo, faz com que a minha alma se aqueça antes mesmo dos primeiros raios de sol rasguem o céu. Mesmo, assim você nem percebe esse meu estado de epifania. Entre um falar e outro trocamos um singelo "Bom dia".

Vi você

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vi as formigas tão compenetradas a trabalhar no fundo do quintal os pássaros a cantar céu róseo o sol se desmanchando você dormindo em meus braços e a rede a nos embalar felicidade pairando no ar. (imaagem Tumbler)