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PULSANTE

queria partir os laços lastros invisíveis insensíveis diante de ti queria transpor as barreiras das línguas das distâncias das dores das ânsias das fronteiras em mim.
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Enquanto meus sentimentos tentavam alçar voo ao céu, meus sonhos  estavam ancorados na realidade.

Ana Cristina Cesar

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Desejo tudo que é nocivo tudo que provoca sequelas me defenestro pela janela  quero sentir o meu segundo vívido do que lamentar pelos anos idos. Todo delito pode ter certeza é fruto de uma alma que não cabe em si.

Feito marionete

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Não pense minha querida que estou na sua mão você é minha artista eu sou barro no pilão Não acredite que sou seu escravo que vivo pra  servir finjo que sou palhaço pra ver seu sorriso florir Nem sonhe que sou seu boneco que é fácil me manipular seu olhar moreno me deixa de pernas no ar sendo assim tão decidido você não me faz de bobo não sonho, acordo contigo Acredite roubou meu coração

Sem lugar

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Não sabia o seu lugar quando criança era o patinho feio neta do segundo filho segundo o avô "poderia ser ou não, porque só os filhos das minhas filhas netos são." quando adolescente viveu secreta paixão vivia desajustada para os de sua idade, era madura e para os adultos não passava de um "crianção". chegada a maior idade não se adequava as condutas vivia a margem então. e agora na maturidade senhora "maluquinha" para bem da verdade não tem sintonia não fala só, por muitas vezes profere improbidades acho que se ajustou ao alemão*. *"alemão" refere-se a doença de Alzheimer 

Looping

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Arrumou os cabelos e saiu por aí nos pés calçou o vento na bolsa algum sentimento sacudiu os medos limpou as mãos e proferiu: Cada um que cuide de si!

Cuidado Amor!

Ontem eu vi você na rua, cabelos curtos, livros e óculos escuros que escondiam os meus olhos de mar. Passou por mim tão apressada,  suas pernas de gazela dão uma sedutora graça. Andava tão distraída que não percebeu o sinal amarelo que piscava. Então, como num instante mágico, segurei-a pelos braços, e numa fração de segundo beijei-a tão intensamente lá se foi a timidez que me assolava. Só acordei com o barulho das buzinas, seus livros no chão, cabelos desengrenhados, livros e óculos estilhaçados e ali na minha frente seu corpo inerte ao meu lado.