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Mostrando postagens de Novembro, 2015

nem flor, nem náusea

nada em mim é obstante
tão insuficiente de alma
os resíduos de ontem
perdidos em sonhos
ressoam em minha fala

grito seco de fome
fronte em pedaços
raros desejos
sorrisos parcos




saudades

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o aconchego dos teus braços
é um oásis só pra mim
utopia de quem ama
cria o paraíso dentro de si.



Per verso

e cada palavra
espremida pelo
canto da boca
exposta pelo
sorriso dos olhos
exulta meu anima
põe na baila
a paixão

Memórias encarnadas

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o piso de paquete
as paredes brancas
grandes arcos
o passado de braços abertos
as memórias encarnadas
guardiões silenciosos da saudade.

Vertigem

Quero a desobediência da paixão
todos os seus temores vãos
Quero a sutileza das mãos cobiçosas
toda experiência de artesão


Quero toda fugacidade do momento
O furor intenso
a vertigem
O delírio
a explosão

FIEL

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Finges que não me vê
Ignoras o que sinto por você
Não percebes a minha ternura
Não sabes o que nutro por ti doce loucura
Toda vez que chega em casa
Eu o benfazejo
Abano o meu rabinho
Lambo te todinho
Ah! Como me faz bem quando te vejo.



Amores modernos

Ele mal completara 21 anos e novamente apaixonado. Não a conhecera pessoalmente o amor era puramente virtual. Por mais que tentasse não conseguia um encontro real.
Antes ela estava cuidando da avó doente, depois era ele que estava ausente.
E agora próximo ao seu retorno por puro capricho do destino brigaram por ciúmes bobos. O coração dele ficou em pedaços e o dela enigmático. Por algum tempo andou enlutado.
Até que passado o tempo, uma carinha apareceu em um bate papo. E um outro encontro virtual aconteceu. Ele está novamente enamorado.




Vingativa

Nervo exposto
resposta obvia
Não! Escroto!

Novembro...

Novembro chegou. Minha avó dizia, "Pietra, minha filha, esse é o mês do expurgo, mês pesado,..." Eu ouvia mais não dava atenção, lembro-me com muita clareza desses ditos, ou melhor, dizendo, previsões. Muitos anos depois, eu já havia constituído família, morava um apartamento espaçoso em Olinda de frente pro mar.  Era Novembro 2013, estava animadíssima para o Natal. Optei por fazer toda ornamentação artesanalmente, afinal meses antes fiz cursos de bordados, bonecos, ... Queria por em prática tudo o que havia aprendido. Os meninos estavam entusiasmados Pedro, João e Thiago, só falavam nos desejos do dia de Natal, Pedro gostava de bolo de nozes, João preferia bolo de chocolate com cobertura de chantili e Thiago, o menor, comia tudo que tivesse.  O pai das crianças era bancário, e nesse período, chegava à casa muito estressado. Então eu parava de fazer "arte" e dava atenção a ele. Contudo, ele carinhosamente me dizia que nem iria jantar e preferia dormir de tão exausto. E…